quarta-feira, 21/10/2026

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Greve de motoristas de ônibus impacta 267 mil usuários na Zona Sul de São Paulo

Na manhã desta segunda-feira (19), motoristas da antiga Transwolff realizaram uma paralisação que impactou a rotina de 267 mil passageiros na Zona Sul de São Paulo. Os trabalhadores, insatisfeitos com a situação de suas…

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Na manhã desta segunda-feira (19), motoristas da antiga Transwolff realizaram uma paralisação que impactou a rotina de 267 mil passageiros na Zona Sul de São Paulo. Os trabalhadores, insatisfeitos com a situação de suas condições laborais, reivindicam a regularização dos depósitos do FGTS e do INSS, além de melhorias nos benefícios que recebem.

A paralisação afetou as linhas do lote D10, que são operadas pelos ônibus azuis. Vale lembrar que desde dezembro de 2025, a administração dessas linhas passou a ser responsabilidade da SPTrans, após a caducidade do contrato com a Transwolff decretada pela Prefeitura.

Em resposta à interrupção, a Prefeitura acionou o Plano de Apoio entre Empresas em Situação de Emergência (Paese) para atender 34 linhas afetadas. Além disso, a administração municipal pediu reforço policial em duas garagens, enquanto a operação do lote D11 segue normalmente.

No Terminal Varginha, em Parelheiros, a movimentação estava tranquila no início da manhã, mas a dificuldade principal era a locomoção dos passageiros a partir dos bairros com linhas paralisadas. A passageira Marina relatou sua experiência: “Atrapalhou porque eu tive que acordar meu filho para me trazer até o terminal. Os pontos da minha casa para cá estão todos lotados, cheios de gente. O pessoal não tem como vir e o Uber está cobrando muito caro”.

Outra usuária, Patrícia, também expressou sua preocupação, enfrentando desafios para embarcar nos ônibus que estavam operando no esquema emergencial. A situação deixou muitos passageiros ansiosos quanto ao retorno para casa.

Por meio de uma nota, a Secretaria Municipal de Mobilidade Urbana e Transporte (SMT) e a SPTrans criticaram a paralisação, considerando-a ilegal por não ter respeitado o aviso prévio de 72 horas exigido para serviços essenciais. A Prefeitura assegurou que todos os salários e benefícios dos funcionários estão sendo pagos corretamente e que os trabalhadores estão recebendo compensações financeiras enquanto um novo plano de saúde está sendo licitado.

Sobre as contribuições ao FGTS e ao INSS, a SPTrans afirmou que os depósitos estão sendo feitos em juízo, aguardando uma decisão judicial. A Prefeitura também anunciou que, nos próximos dias, iniciará a remoção da identificação da Transwolff dos ônibus, uma ação que já estava planejada e não afeta os direitos trabalhistas dos funcionários.