Na madrugada desta segunda-feira (19), o deputado estadual Marcelo Aguiar, do PL, se envolveu em uma situação alarmante em uma balada no Itaim Bibi, na Zona Sul de São Paulo. Ele foi preso após disparar uma arma de fogo e apresentar sinais de embriaguez. O incidente chamou a atenção não apenas pela gravidade, mas também pelas circunstâncias em que ocorreu.
Aguiar estava dirigindo um veículo BYD preto com uma placa que deveria ser utilizada apenas em carros oficiais da Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp). No entanto, essa placa estava registrada em um Toyota Corolla, um dos poucos veículos que fazem parte da frota oficial da casa. Em resposta a uma matéria veiculada, a Alesp afirmou que o carro utilizado por Aguiar não pertence à sua frota e que o caso será investigado.
A questão da placa levanta sérias implicações legais. O uso de placas falsas, conforme o Código Penal Brasileiro, pode resultar em pena de reclusão de três a seis anos, além de multa. Curiosamente, o boletim de ocorrência não menciona a descoberta da placa adulterada, o que gera ainda mais questionamentos sobre o caso.
O g1 tentou obter mais informações da Secretaria da Segurança Pública (SSP) sobre a omissão no boletim, mas ainda não recebeu retorno. A equipe de Aguiar, por sua vez, alegou que o deputado estava sob efeito de medicamentos fortes e que isso teria contribuído para o desentendimento que culminou no disparo. Eles afirmam que, na verdade, ele não foi preso, mas apenas prestou esclarecimentos e foi liberado logo em seguida.
Atualmente, Marcelo Aguiar se recupera em casa e aguarda uma consulta médica. Ele expressou confiança na Justiça e acredita que todos os fatos serão esclarecidos em breve. Este episódio levanta questões importantes sobre a responsabilidade de figuras públicas e o uso de recursos oficiais, temas que certamente continuarão a ser debatidos entre os cidadãos paulistanos.



