quarta-feira, 21/10/2026

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Apoiadora de Bolsonaro ofende estudante em metrô de SP com ataque racista

Na noite de domingo (18), um estudante enfrentou uma situação de injúria racial na estação Vila Sônia da Linha 4-Amarela do metrô de São Paulo. O incidente, registrado em vídeos pela própria vítima, mostra…

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Na noite de domingo (18), um estudante enfrentou uma situação de injúria racial na estação Vila Sônia da Linha 4-Amarela do metrô de São Paulo. O incidente, registrado em vídeos pela própria vítima, mostra uma mulher proferindo agressões verbais, entre elas a expressão “preto de bosta”.

O estudante Márcio Ferreira relatou ao g1 que a confusão começou após uma discussão política envolvendo um grupo e a mulher, que é apoiadora de Flávio Bolsonaro. Ele decidiu intervir, buscando evitar uma briga física. “Falei que não precisava brigar, mesmo com nossas diferenças políticas”, disse. Porém, a mulher revidou com ofensas homofóbicas e, em seguida, raciais.

Após as ofensas, Márcio permaneceu na estação, tentando apaziguar a situação. Contudo, a mulher continuou a hostilizá-lo pela escada rolante e, ao chegar ao topo, começou a acusá-lo de agressão. Em um momento tenso, a mulher admitiu ter ofendido Márcio e pediu a um agente da estação que chamasse a polícia, alegando que estava sendo agredida.

O Ministério Público, ao ser consultado, informou que o Grupo Especial de Combate aos Crimes Raciais e de Intolerância (Gecradi) já requisitou a abertura de um inquérito policial para apurar o caso.

Márcio, que registrou boletim de ocorrência, expressou sua intenção de seguir com as denúncias. Ele revelou que, apesar de saber que não era culpado pelas ofensas, acabou se sentindo culpado após o ocorrido. “Na hora, você se sente culpado… é difícil tirar esse sentimento de culpa que a gente carrega agora”, lamentou.

Ele também ressaltou que esse tipo de violência não é um caso isolado e a necessidade de se denunciar o racismo. “A culpa é dela. Ela é racista. É importante falar sobre isso”, afirmou, lembrando que utiliza o metrô diariamente para estudar e trabalhar.

A concessionária Motiva, responsável pela Linha 4-Amarela, foi contatada para esclarecer quais procedimentos devem ser seguidos em casos de crimes flagrantes e quais medidas foram tomadas após o incidente, mas até a última atualização desta matéria não havia se pronunciado.