quarta-feira, 21/10/2026

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Nunes defende segurança do sistema após incidente com dados do Smart Sampa

Na última terça-feira (20), o prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB), se pronunciou sobre um incidente que gerou preocupação entre os paulistanos. Informações sobre o sistema de câmeras de vigilância Smart Sampa, que…

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Na última terça-feira (20), o prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB), se pronunciou sobre um incidente que gerou preocupação entre os paulistanos. Informações sobre o sistema de câmeras de vigilância Smart Sampa, que faz parte das iniciativas de segurança pública da cidade, foram expostas na internet por quase um ano. O caso foi revelado em uma reportagem do UOL, que apontou a vulnerabilidade de acesso a mais de 58 mil câmeras conectadas à plataforma.

Nunes defendeu a integridade do sistema, alegando que não houve uma invasão externa, mas sim um acesso indevido proporcionado por um servidor da prefeitura, que teria compartilhado senhas ilegalmente. O funcionário, que atuava em um setor responsável pela segurança das credenciais do sistema, foi demitido após a descoberta do vazamento. “Estávamos monitorando a situação e tomamos medidas assim que a informação veio à tona”, afirmou o prefeito em coletiva de imprensa.

O prefeito garantiu que o Smart Sampa mantém altos padrões de segurança e que não há registros de uso impróprio das imagens captadas. Em resposta a questionamentos sobre a falta de uma verificação em duas etapas para o acesso ao sistema, Nunes informou que melhorias estão a caminho, incluindo a implementação de cadastro de biometria facial para os servidores que acessam o sistema.

Com um custo mensal de aproximadamente R$ 10 milhões, o Smart Sampa foi lançado como uma das principais estratégias da gestão Nunes para aprimorar a segurança na capital. A central de monitoramento opera 24 horas e utiliza inteligência artificial para identificar suspeitos e veículos com problemas legais. No entanto, a eficácia do programa tem sido colocada em dúvida por especialistas. Um estudo do Centro de Estudos de Segurança e Cidadania (CESeC) revelou que, apesar de sua instalação, não houve uma queda significativa nas taxas de criminalidade em São Paulo.

Os pesquisadores também destacaram erros no sistema de reconhecimento facial, que podem resultar em injustiças. Casos de confusão de identidade envolvendo cidadãos inocentes foram relatados, levantando preocupações sobre a precisão da tecnologia, especialmente em relação a questões raciais.

A Prefeitura, por sua vez, contestou as conclusões do estudo, argumentando que as comparações feitas eram inadequadas e que a metodologia utilizada não refletia a realidade das características sociais e criminais da cidade. Assim, a polêmica sobre a segurança e a eficácia do Smart Sampa continua a gerar debates entre os munícipes e as autoridades.