segunda-feira, 26/10/2026

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Dobraram as cidades de SP onde eleitores votaram em Lula e Tarcísio no segundo turno

Em um cenário eleitoral que surpreendeu muitos, o estado de São Paulo viu uma combinação interessante de votos nas recentes eleições presidenciais. Durante o segundo turno, realizado no último domingo (25), o número de…

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Em um cenário eleitoral que surpreendeu muitos, o estado de São Paulo viu uma combinação interessante de votos nas recentes eleições presidenciais. Durante o segundo turno, realizado no último domingo (25), o número de municípios que optaram pelo “voto casado” entre Lula (PT) e Tarcísio de Freitas (Republicanos) saltou de 33 para 66. Esses dados, coletados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), revelam que a escolha dos eleitores nem sempre seguiu a mesma linha ideológica para os cargos de presidente e governador.

No primeiro turno, Lula conquistou 39 municípios, sendo que em seis deles também venceu Fernando Haddad (PT) na disputa pelo governo. Nas demais 33 cidades, Tarcísio foi o candidato mais votado. Já no segundo turno, o ex-presidente ampliou sua vitória para 72 cidades. Por outro lado, Tarcísio, que havia dominado a primeira votação, manteve sua popularidade, sendo escolhido em 639 municípios.

A diferença nos resultados mostra que muitos paulistas escolheram candidatos de partidos opostos para os dois cargos. No primeiro turno, 85% dos municípios onde Lula foi o mais votado para presidente também escolheram Tarcísio como governador. Já no segundo turno, Lula teve 72 cidades a seu favor, enquanto Flávio Bolsonaro (PL) saiu vitorioso em 573.

Esse fenômeno de votos divergentes se manifestou em várias regiões, tanto na Grande São Paulo quanto no interior. Cidades como São Bernardo do Campo, Osasco e Carapicuíba foram algumas das que escolheram Lula para a presidência, mas tinham Tarcísio como o governador eleito no primeiro turno. No interior, municípios como Araraquara e Teodoro Sampaio também apresentaram essa combinação de resultados.

Esses dados não apenas ilustram a complexidade do eleitorado paulista, mas também indicam que, em muitos casos, as decisões dos cidadãos podem não estar alinhadas com as expectativas tradicionais de voto, refletindo um panorama político em constante evolução.