quinta-feira, 05/11/2026

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Justiça de São Paulo decide pela manutenção da prisão do ex-namorado acusado da morte de advogada e seu filho de 6 anos após audiência de custódia

A tragédia em Cotia, na Grande São Paulo, deixou a comunidade em choque com a morte da advogada Anna Gabriela Faria Lima, de 29 anos, e seu filho, Raphael, de apenas 6 anos. O…

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A tragédia em Cotia, na Grande São Paulo, deixou a comunidade em choque com a morte da advogada Anna Gabriela Faria Lima, de 29 anos, e seu filho, Raphael, de apenas 6 anos. O principal suspeito do crime, Eric Conrado Alves de Almeida, de 41 anos, permanece preso após a Justiça manter a determinação de sua prisão temporária. O caso é investigado como feminicídio e vicaricídio, uma vez que a Polícia Civil apura se a motivação do crime está relacionada a questões de controle e violência no relacionamento entre o casal.

Na audiência de custódia realizada na quinta-feira (5), o Tribunal de Justiça de São Paulo confirmou que não foram encontradas irregularidades na prisão de Eric, que deve ser interrogado em breve. Ele nega qualquer envolvimento nas mortes e, em momentos de aparente desespero, pediu aos policiais que o matassem, afirmando que Anna era “a mulher da sua vida”.

Os corpos de Anna e Raphael foram descobertos na noite de terça-feira (3), em seu apartamento no bairro Lajeado. Relatos iniciais sugerem que ambos podem ter sido dopados e mortos por asfixia, uma hipótese que ganhou força após a análise preliminar das cenas do crime, que não mostraram perfurações nos corpos, mas revelaram marcas de esganadura.

As investigações avançam com a análise de laudos periciais e imagens de câmeras de segurança, que mostram Anna, Raphael e Eric entrando juntos no condomínio no domingo à noite, enquanto Eric foi visto saindo sozinho horas depois. Além disso, a Polícia Civil investiga um telefonema feito por Eric, que alertou sobre os corpos encontrados no apartamento, levantando ainda mais suspeitas sobre sua participação no crime.

Familiares de Anna Gabriela estavam preocupados com seu desaparecimento desde domingo, quando ela saiu para um jantar que, segundo eles, nunca ocorreu. A situação se agrava com relatos de uma relação marcada por conflitos e ameaças, conforme testemunhas afirmaram à polícia. A advogada vinha de uma família tradicional da política paulista e, neste momento de dor, seus entes queridos se preparam para o velório que ocorrerá no Cemitério Parque do Morumbi.

A comunidade local e a família de Anna esperam que a Justiça seja feita, enquanto a investigação prossegue em busca de respostas para esse crime devastador que abalou a região.

Crédito da imagem: Polícia apura se ex asfixiou advogada e filho dela