quarta-feira, 21/10/2026

14° Santo André Nublado · máx 22° mín 13°

Policial envolve-se em incidente fatal com mulher em surto na Zona Oeste de SP

Na tarde desta quinta-feira (15), um caso trágico abalou a comunidade de Pirituba, na Zona Oeste de São Paulo. Uma mulher, que apresentava comportamento alterado e estava armada com uma faca, foi morta após…

Compartilhe:

Na tarde desta quinta-feira (15), um caso trágico abalou a comunidade de Pirituba, na Zona Oeste de São Paulo. Uma mulher, que apresentava comportamento alterado e estava armada com uma faca, foi morta após ser baleada por um policial militar. O incidente ocorreu por volta das 14h45, na Rua Coronel José Rufino Freire, e deixou moradores perplexos.

De acordo com informações obtidas pela TV Globo, a Polícia Militar foi acionada por moradores que relataram a presença da mulher, que parecia estar em um surto e ameaçava pessoas na localidade. Durante a abordagem, três policiais tentaram negociar com a mulher para que ela desistisse da faca. No entanto, as negociações não tiveram sucesso. Uma câmera de segurança registrou o momento em que a mulher se aproxima dos policiais, e um dos agentes dispara contra ela, atingindo-a na região do peito e pescoço. Apesar dos esforços da equipe de Resgate, a mulher não sobreviveu.

Este incidente se soma a outros dois casos recentes que geraram uma discussão acalorada sobre o uso da força policial em situações envolvendo pessoas em crise. Em apenas uma semana, a PM disparou 69 vezes contra dois homens em situações de surto, levantando questões sobre o treinamento e a preparação dos agentes para lidar com tais ocorrências. Os casos, que ocorreram em outubro, resultaram em mortes e foram amplamente divulgados, trazendo à tona o debate sobre a abordagem policial e a saúde mental.

Especialistas em segurança pública estão pedindo uma investigação minuciosa sobre o uso excessivo da força, ressaltando que o número elevado de disparos pode indicar falhas nos protocolos estabelecidos pela Polícia Militar. O coronel da reserva da PM, José Vicente da Silva Filho, afirmou que as reações a ameaças devem seguir protocolos rigorosos. Ele defendeu uma revisão dos procedimentos da corporação, enfatizando que houve uma “reação destemperada” nos incidentes recentes.

Carolina Ricardo, diretora-executiva do Instituto Sou da Paz, também se manifestou, destacando a urgência de repensar a atuação policial em situações que envolvem pessoas com transtornos psiquiátricos. Ela defendeu a inclusão de profissionais de saúde nas abordagens, enfatizando que a polícia não deve ser a única responsável por lidar com essas crises.

Os casos de Antonio Nunes Batista, de 40 anos, e Gustavo Munis de Santana, de 20 anos, que também foram mortos em situações de surto, levantam questões ainda mais profundas sobre a saúde mental e a abordagem policial. Enquanto a Polícia Civil investiga os casos, a sociedade clama por respostas e por uma mudança que possa prevenir novas tragédias.

Crédito da imagem: Foto: Pixabay — khanhlqnhctdt (pixabay)