quarta-feira, 21/10/2026

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Carcereiro é flagrado com R$ 155 mil e US$ 10 mil em operação ligada a regalias a Milton Leite, presidente do PL entre os visitantes

A situação na Cadeia Pública de Mogi das Cruzes, na Grande São Paulo, se agravou após uma operação do Ministério Público do Estado (MP-SP), que resultou na apreensão de mais de R$ 155 mil…

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A situação na Cadeia Pública de Mogi das Cruzes, na Grande São Paulo, se agravou após uma operação do Ministério Público do Estado (MP-SP), que resultou na apreensão de mais de R$ 155 mil e US$ 10 mil, com um carcereiro acusado de proporcionar regalias ao ex-vereador Milton Leite, que se encontra detido na unidade. O carcereiro em questão teve cerca de R$ 4 mil encontrados em seu bolso durante a busca, além da quantia considerável encontrada em sua residência.

Milton Leite, que já foi presidente da Câmara Municipal de São Paulo e é membro do União Brasil, está sob investigação por sua suposta conexão com um esquema envolvendo o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o sistema de transporte público da cidade. A operação foi desencadeada após uma denúncia anônima que levantou suspeitas de que Leite estaria recebendo visitas de políticos e amigos em horários não autorizados, como à noite e durante os fins de semana, o que levantou a suspeita de que um carcereiro estivesse facilitando essas transgressões.

Entre os visitantes não autorizados, constam figuras conhecidas como Valdemar Costa Neto, líder do PL, e os deputados estaduais Delegado Olin e Rogério Franco. O objetivo da ação do Gaeco é investigar as condições de detenção e buscar evidências que possam corroborar as alegações de favorecimento e corrupção.

As investigações também se estenderam a outras áreas, incluindo buscas em diferentes celas da cadeia e até no 1º Distrito Policial, onde a unidade está localizada. Além disso, a Corregedoria da Polícia Civil poderá abrir um procedimento para investigar a possível participação de policiais civis no esquema.

Recentemente, a Justiça prorrogou a prisão temporária de Milton Leite e de outros envolvidos na chamada Operação Vectura Corrupta, que investiga a infiltração do PCC no setor de transporte público. As suspeitas sobre Leite incluem sua suposta administração de empresas ligadas ao crime organizado, bem como sua conexão direta com a Transwolff, uma empresa de ônibus.

Ele, por sua vez, nega todas as acusações e se declara inocente, afirmando que confia na justiça para que as verdades venham à tona. Seus familiares também se manifestaram, considerando a situação injusta, mas acreditando que essa é uma oportunidade para esclarecer os fatos.