quarta-feira, 21/10/2026

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Justiça de SP rejeita pedido de advogado que viajou com Flávio Bolsonaro para reaver R$ 163 milhões em apostas perdidas

A Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) da JBS se reuniu recentemente para ouvir o advogado Willer Tomaz e discutir requerimentos relacionados a investigações em andamento. A situação de Tomaz, amigo do senador Flávio…

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A Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) da JBS se reuniu recentemente para ouvir o advogado Willer Tomaz e discutir requerimentos relacionados a investigações em andamento. A situação de Tomaz, amigo do senador Flávio Bolsonaro (PL), ganhou destaque após a Justiça de São Paulo negar seu pedido de devolução de R$ 163 milhões, que ele alegou ter perdido em apostas online na plataforma Blaze.

Tendo acionado a 44ª Vara Cível de São Paulo, Tomaz argumentou que as perdas foram resultado de vício em jogos e falhas da plataforma. No entanto, o juiz Guilherme Madeira Dezem afirmou que as perdas foram consequências diretas do risco assumido pelo apostador, citando que Tomaz solicitou mesas de apostas de valores exorbitantes, chegando a permitir apostas de até R$ 500.000,00.

Além disso, a Polícia Federal está investigando se Willer Tomaz utilizou suas apostas como meio para lavar dinheiro. Nos últimos 18 meses, ele apostou R$ 6,6 bilhões, resultando em um prejuízo de R$ 188,5 milhões. Este dado foi apresentado pela defesa do advogado em um processo contra a Blaze, que também é patrocinadora do jogador Neymar Jr.

A defesa de Tomaz argumenta que ele é portador de ludopatia, transtorno que o levou a perder o controle sobre suas apostas. A casa de apostas, no entanto, rebateu essa alegação, dizendo que o movimento líquido na conta de Tomaz não pode ser considerado um prejuízo. O advogado efetuou 2.145 depósitos totalizando R$ 325 milhões durante o período investigado.

Outra questão que chama atenção é a relação de Tomaz com Flávio Bolsonaro. A PF encontrou indícios de que Flávio foi cadastrado como “usuário master” de uma conta de uma empresa de Tomaz, levantando suspeitas sobre uma possível participação financeira entre eles. Ambos negam qualquer vínculo financeiro ou societário, mas a investigação segue em andamento, com a quebra de sigilo telemático de Tomaz já autorizada.

Willer Tomaz, que já foi preso em 2017 por supostas tentativas de interferência em investigações de corrupção, se defendeu afirmando que todas suas movimentações financeiras são transparentes e rastreáveis. A situação é delicada e levanta questões sobre a ética e a legalidade das operações envolvendo apostas e a política local, especialmente em um ano eleitoral.