quarta-feira, 21/10/2026

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Após 79 dias da morte de corredor, prefeitura de SP apresenta novo protocolo de atendimento rápido e medidas de segurança para eventos esportivos

A Prefeitura de São Paulo deu um passo importante ao estabelecer o Protocolo Municipal de Assistência à Saúde em Corridas de Rua. A nova diretriz, que será implementada a partir de 12 de dezembro,…

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A Prefeitura de São Paulo deu um passo importante ao estabelecer o Protocolo Municipal de Assistência à Saúde em Corridas de Rua. A nova diretriz, que será implementada a partir de 12 de dezembro, visa garantir um atendimento médico mais eficiente e seguro para os participantes dessas competições, especialmente após o trágico incidente que resultou na morte do publicitário e atleta amador Júlio Barreto, de 50 anos, durante a SP City Marathon em julho.

Com a experiência amarga de uma parada cardíaca ocorrida logo após a chegada, a iniciativa surge como uma resposta necessária. O médico Miguel Carvalho Santacreu, presente no evento, criticou a lentidão no atendimento, relatando que a assistência inicial foi prestada por colegas corredores e que a ambulância, equipada inadequadamente, chegou apenas após dez minutos.

O protocolo estabelece critérios rigorosos que variam conforme o nível de risco das provas. Para eventos de baixo risco, o atendimento deve ocorrer em até oito minutos, enquanto em situações de risco especial, esse tempo é reduzido para três minutos. Além disso, a nova regra prevê uma distribuição estratégica de desfibriladores e equipes médicas ao longo do percurso, garantindo que nenhum trecho fique desassistido.

Uma das inovações mais significativas é a criação de uma classificação de risco que avaliará cada corrida com base em fatores como número de participantes, condições climáticas e histórico de incidentes. Essa avaliação permitirá que organizadores adaptem a estrutura de atendimento às necessidades específicas de cada evento, aumentando a segurança dos atletas.

Além disso, o protocolo inclui diretrizes específicas para situações de calor extremo, considerando o impacto das altas temperaturas na saúde dos corredores. Com uma abordagem proativa, os organizadores deverão monitorar as condições climáticas e reforçar a hidratação e a presença de equipes médicas conforme necessário.

A Secretaria Municipal da Saúde será responsável pela fiscalização do cumprimento das normas, garantindo que os eventos sigam as diretrizes estabelecidas. Medidas rigorosas serão aplicadas em caso de descumprimento, incluindo a possibilidade de suspensão do evento, caso a segurança dos participantes esteja em risco.

Com essas mudanças, espera-se que São Paulo possa oferecer corridas de rua mais seguras e organizadas, refletindo um compromisso com a saúde e o bem-estar de todos os corredores. A tragédia que motivou essa nova abordagem não pode ser esquecida, mas é uma oportunidade para aprender e melhorar a experiência de atletas e organizadores nas próximas competições.

Crédito da imagem: Imagem feita durante a corrida de São Silvestre