A Justiça de São Paulo determinou a prisão do historiador e ex-comentarista político Marco Antonio Villa, de 71 anos, devido ao não pagamento de pensão alimentícia. A situação se agravou por conta de uma dívida que ultrapassa R$ 570 mil, referente ao sustento de seu filho de 45 anos, que possui deficiência. A decisão foi proferida pelo juiz Eduardo Palma Pellegrinelli, da 12ª Vara da Família e das Sucessões de São Paulo, e o caso tramita sob segredo de Justiça.
O juiz emitiu um mandado de prisão e ordenou buscas nos endereços associados a Villa, que, até o momento, não foi localizado. Em sua defesa, o historiador usou suas redes sociais para expressar sua indignação. Ele alega estar enfrentando uma situação injusta e insustentável, onde é obrigado a pagar 20 salários-mínimos mensais à ex-esposa e ao filho, além do valor do plano de saúde, o que, segundo ele, supera a quantia de R$ 40 mil por mês.
Na nota, Villa se descreve como uma pessoa trabalhadora e assalariada, que nunca teve condições financeiras para arcar com essa obrigação considerada “desarrazoada”. Ele relata que já pagou cerca de R$ 1,5 milhão à ex-esposa e ao filho, e que precisou se desfazer de bens e contrair dívidas para cumprir com as exigências judiciais.
O ex-comentarista também mencionou que, apesar de todos os desafios, continua lutando para reverter a situação e acredita que a Justiça, embora lenta, não falhará. Vale lembrar que Villa foi candidato a deputado federal pelo MDB nas últimas eleições, mas não conseguiu se eleger, obtendo 31.579 votos. Durante sua campanha, arrecadou R$ 1,75 milhão do Fundo Partidário e R$ 250 mil de doações privadas, mas não registrou bens em seu nome neste ano, segundo informações da Justiça Eleitoral.
Essa reviravolta na vida de Villa traz à tona questões sobre a responsabilidade financeira e os impactos do sistema judiciário na vida pessoal, temas que certamente vão ecoar nas conversas da comunidade local.



