quarta-feira, 21/10/2026

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Afastamento de servidores da cadeia onde Milton Leite está detido levanta suspeitas de irregularidades

Em mais um capítulo da investigação que envolve o ex-presidente da Câmara Municipal de São Paulo, Milton Leite, a Corregedoria da Polícia Civil afastou quatro funcionários da cadeia de Mogi das Cruzes onde ele…

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Em mais um capítulo da investigação que envolve o ex-presidente da Câmara Municipal de São Paulo, Milton Leite, a Corregedoria da Polícia Civil afastou quatro funcionários da cadeia de Mogi das Cruzes onde ele está detido. A decisão ocorreu após depoimentos que levantaram suspeitas sobre regalias concedidas ao ex-parlamentar, que está sob investigação por supostas ligações com o crime organizado, incluindo o Primeiro Comando da Capital (PCC).

Os afastados incluem a delegada seccional Margarette Barreto, o diretor da unidade prisional, um delegado do 1º Distrito Policial e um carcereiro. O afastamento foi determinado pelo delegado-geral Artur Dian, após a apuração ter avançado com uma operação do Ministério Público na quinta-feira, que resultou na apreensão de R$ 155 mil e US$ 10 mil em posse de um dos servidores.

Durante seu depoimento, Margarette Barreto afirmou que apenas duas visitas a Milton Leite foram autorizadas: a do deputado Delegado Olim e a da esposa do presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto. No entanto, segundo a delegada, essas visitas foram feitas com autorização da Justiça. A cúpula da Polícia Civil, no entanto, não aceitou suas explicações, considerando que ela deveria ter comunicado a presença de visitantes em desacordo com as normas da unidade.

A defesa de Milton Leite, por sua vez, nega que o ex-parlamentar tenha recebido qualquer tipo de privilégio. Os advogados Aloísio Medeiros e Rodrigo Araújo reafirmaram que Leite não goza de tratamento diferenciado e se colocou à disposição para colaborar com as investigações.

A Corregedoria está agora focada em entender melhor o funcionamento da cadeia e a regularidade das ações de seus agentes. A operação, que teve início com denúncias de benefícios irregulares a presos, expôs falhas nos procedimentos internos da unidade, o que pode levar a novas medidas cautelares contra os envolvidos.

O desenrolar dessa situação continua a ser acompanhado de perto pela sociedade, que aguarda esclarecimentos sobre a seriedade das denúncias e a integridade do sistema prisional na região.