quarta-feira, 21/10/2026

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Auxiliar de enfermagem em São Paulo é detido por extorsão de pacientes acamados com pedidos de PIX

Na Zona Norte de São Paulo, um auxiliar de enfermagem foi preso preventivamente nesta sexta-feira (16) sob a suspeita de extorquir pacientes acamados durante atendimentos em domicílio. A Polícia Civil já identificou pelo menos…

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Na Zona Norte de São Paulo, um auxiliar de enfermagem foi preso preventivamente nesta sexta-feira (16) sob a suspeita de extorquir pacientes acamados durante atendimentos em domicílio. A Polícia Civil já identificou pelo menos seis vítimas do suspeito, que se aproveitava da vulnerabilidade de pessoas com dificuldades de locomoção e saúde fragilizada.

Leonardo Normando Bueno dos Santos, de 36 anos, enfrenta acusações graves, incluindo extorsão, estelionato, furto e roubo. A investigação teve início após o relato de um paciente com sequelas da Covid-19, que foi forçado a desbloquear seu celular e contas bancárias durante a madrugada. O filho da vítima acionou a polícia ao descobrir que seu pai, com movimentos limitados, havia sido ameaçado pelo auxiliar de enfermagem.

Os detalhes são perturbadores: o profissional teria manipulado o celular da vítima e realizado transferências bancárias sem autorização, totalizando R$ 8.362,15, além de tentativas de movimentação frustradas. A situação foi registrada por câmeras de segurança, que flagraram Leonardo agindo de forma suspeita no quarto do paciente.

Outro caso impactante envolve um comerciante de 60 anos em tratamento contra o câncer. Durante um atendimento, o auxiliar pediu que a vítima fizesse reconhecimento facial e assinatura digital, alegando burocracia da empresa. O paciente desmaiou após receber um soro que parecia diferente e foi encontrado pela esposa desacordado, enquanto Leonardo manipulava o celular. Ele também foi vítima de transferências fraudulentas durante esse período.

A investigação revelou que Leonardo se apresentava como substituto de outros profissionais de saúde e utilizava táticas variadas para obter acesso a informações bancárias das vítimas, que em sua maioria eram pessoas idosas ou com doenças incapacitantes. Seis ocorrências semelhantes foram registradas entre 2025 e 2026, todas ligadas a atendimentos domiciliares.

A empresa de assistência domiciliar envolvida no caso informou à polícia que os procedimentos adotados pelo auxiliar não condizem com suas práticas, o que levanta questões sobre a contratação e supervisão de profissionais que atuam na área. A comunidade local aguarda mais esclarecimentos sobre como garantir a segurança e o bem-estar de pacientes vulneráveis em suas casas.

Crédito da imagem: Foto: Pixabay — sarcifilippo (pixabay)