quarta-feira, 21/10/2026

14° Santo André Nublado · máx 22° mín 13°

Ministério Público cobra explicações da Prefeitura de SP sobre problemas causados pela chuva e propõe multa de até R$ 1,8 milhão

Após o recente alagamento no Túnel do Anhangabaú, o Ministério Público de São Paulo decidiu tomar medidas legais contra a prefeitura, que não apresentou os planos de intervenção necessários para lidar com as enchentes…

Compartilhe:

Após o recente alagamento no Túnel do Anhangabaú, o Ministério Público de São Paulo decidiu tomar medidas legais contra a prefeitura, que não apresentou os planos de intervenção necessários para lidar com as enchentes na capital. A situação se agrava em um momento em que a cidade enfrenta intensas chuvas, reforçando a urgência de ações eficazes.

Em uma manifestação formal nesta quarta-feira (15), o MP lembrou que a Justiça já havia determinado a entrega de três planos de intervenção, com prazos que se esgotaram em março, maio e julho deste ano. No entanto, os documentos entregues pela administração municipal foram considerados insuficientes, não atendendo a todas as exigências estabelecidas pela sentença judicial de 2025.

O alagamento do Túnel do Anhangabaú, que ocorreu em meio a um forte temporal, deixou um rastro de destruição, com veículos submersos e uma tragédia que resultou na morte de uma mulher. A Promotoria de Justiça de Habitação e Urbanismo exigiu que a Prefeitura fornecesse, em até 48 horas, explicações sobre as ações tomadas durante o evento, incluindo o acionamento de protocolos de emergência e o socorro às vítimas.

Além disso, o MP quer que a Prefeitura apresente cronogramas detalhados para a execução de obras essenciais, já previstas no Plano Diretor de Drenagem e nos Cadernos de Bacia Hidrográfica. A falta de um planejamento adequado é apontada como um dos fatores que contribuíram para a gravidade da situação atual.

Ricardo Nunes, prefeito da cidade, defendeu a resposta da administração ao alagamento, afirmando que as bombas do túnel funcionaram eficientemente, embora não tenham conseguido acompanhar o volume de água que caiu em poucos minutos. Ele reconheceu que o alagamento foi inesperado, citando a dificuldade até mesmo dos meteorologistas em prever a intensidade da chuva.

Entretanto, o prefeito também admitiu que os procedimentos de emergência e a infraestrutura precisam de revisão para evitar que episódios como esse se repitam. A previsão de um novo piscinão no Terminal Bandeira, embora necessária, ainda não é prioridade diante das outras intervenções planejadas.

Com o cenário atual, a pressão sobre a administração municipal só tende a aumentar, já que a população exige soluções rápidas e eficazes para um problema que se agrava com as mudanças climáticas e a urbanização desenfreada da cidade.

Crédito da imagem: Foto: Pixabay — scottwebb (pixabay)