quarta-feira, 21/10/2026

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Nunes avalia resposta a alagamento no túnel do Anhangabaú como eficaz após rápida elevação da água

A chuva que caiu sobre São Paulo na tarde de quarta-feira (14) provocou um susto na população, especialmente no túnel do Vale do Anhangabaú, onde o nível da água subiu rapidamente. Durante uma coletiva…

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A chuva que caiu sobre São Paulo na tarde de quarta-feira (14) provocou um susto na população, especialmente no túnel do Vale do Anhangabaú, onde o nível da água subiu rapidamente. Durante uma coletiva de imprensa, o prefeito Ricardo Nunes (MDB) relatou que, em apenas três minutos, a água alcançou um metro de altura, submergindo 26 carros e dois ônibus.

O temporal, que começou por volta das 16h07, trouxe um volume de chuva impressionante: 42 milímetros em apenas 40 minutos, o que representa 37% do total esperado para todo o mês de outubro. Apesar de o município ter acionado seis bombas que funcionaram sem interrupções, a resposta não foi suficiente para evitar o alagamento, que levou cerca de uma hora para ser totalmente controlado.

Nunes defendeu a atuação da prefeitura, afirmando que o protocolo de resposta foi adequado diante das circunstâncias. Segundo ele, a administração conseguiu rapidamente minimizar os impactos da enchente, apesar de reconhecer a dificuldade em prever a intensidade da chuva. “Infelizmente, os veículos já estavam no túnel quando a água começou a subir. Não conseguimos fazer o bloqueio a tempo”, lamentou.

A Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) havia começado as interdições no túnel às 15h38, mas o prefeito contestou essa informação, alegando que não havia um fechamento preventivo antes do alagamento. Ele ressaltou que a previsão meteorológica não indicava a gravidade da chuva que se abateu sobre a cidade, o que surpreendeu até os especialistas. “Esse volume de água é resultado das mudanças climáticas que estamos vivendo”, afirmou.

Em resposta aos questionamentos sobre a necessidade de melhorias na infraestrutura, Nunes falou sobre a possibilidade de construir um piscinão sob o Terminal Bandeira, que poderia ajudar a conter as águas da chuva na região. Contudo, a obra, que custaria mais de R$ 350 milhões, ainda não é considerada prioridade, já que outras intervenções contra enchentes estão em andamento na cidade.

Enquanto isso, a população continua a enfrentar os efeitos das chuvas intensas, que, como mostrou o episódio no Anhangabaú, podem causar transtornos significativos em um curto espaço de tempo. A expectativa é que as autoridades revisem protocolos e busquem soluções para evitar que situações como essa voltem a ocorrer.

Crédito da imagem: Foto: Pixabay — Sunriseforever (pixabay)