quarta-feira, 21/10/2026

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Organizações solicitam investigação do MPF sobre denúncias de exploração sexual associadas a Vorcaro

Um grupo composto por 70 pessoas e organizações voltadas à defesa dos direitos humanos e de movimentos sociais se mobilizou na tarde de sexta-feira (16) para solicitar ao Ministério Público Federal (MPF) a abertura…

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Um grupo composto por 70 pessoas e organizações voltadas à defesa dos direitos humanos e de movimentos sociais se mobilizou na tarde de sexta-feira (16) para solicitar ao Ministério Público Federal (MPF) a abertura de uma investigação sobre possíveis crimes de tráfico de pessoas para exploração sexual. O foco da denúncia está em uma suposta rede de agenciamento de mulheres que teria ligação com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro.

A manifestação surge em resposta a uma reportagem publicada pelo UOL, que revelou a suposta participação de Vorcaro em um esquema de recrutamento de mulheres, incluindo refugiadas, para eventos privados no Brasil e no exterior. O ex-banqueiro, que foi preso em março em São Paulo por fraudes financeiras, negou qualquer envolvimento com atividades de prostituição.

O documento encaminhado ao MPF destaca a necessidade de apurar uma série de abusos, como a exploração da vulnerabilidade de mulheres refugiadas, mencionando o caso de uma jovem ucraniana em situação precária. A manifestação também aponta para mecanismos de controle utilizados pelo grupo de agenciamento, que incluiriam restrições à autonomia das mulheres e até o uso delas em negociações empresariais.

Entre as entidades que assinam o documento estão a Associação Brasileira de Defesa da Mulher, da Infância e da Juventude (ASBRAD) e diversas organizações que atuam em defesa dos direitos de imigrantes e refugiados. A ativista Swany Zenobini ressaltou a importância da união dos movimentos sociais para exigir respostas e justiça em relação às denúncias.

O documento também se posiciona claramente contra a confusão entre prostituição consensual e tráfico de pessoas, enfatizando que a investigação deve se concentrar em eventuais abusos e violações de direitos. As entidades pediram ao MPF a abertura de um procedimento investigativo, a apuração de agências de modelos e a proteção das possíveis vítimas.

Por sua vez, Daniel Vorcaro fez uma declaração negando as acusações e afirmando que as informações divulgadas foram retiradas de contexto. Ele se disse disposto a colaborar com as investigações para esclarecer sua situação e reafirmou que não reconhece a autenticidade de diversos conteúdos vazados.

Crédito da imagem: Daniel Vorcaro