quarta-feira, 21/10/2026

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Prefeitura de SP informa que apenas 6 das 8 bombas de drenagem do Túnel do Anhangabaú estavam operando durante o alagamento

Na tarde de quarta-feira (14), um forte temporal deixou a cidade de São Paulo em estado de alerta, e o Túnel do Anhangabaú, uma importante via de ligação no Centro, foi um dos locais…

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Na tarde de quarta-feira (14), um forte temporal deixou a cidade de São Paulo em estado de alerta, e o Túnel do Anhangabaú, uma importante via de ligação no Centro, foi um dos locais mais afetados. Embora o projeto original prevesse a instalação de oito bombas no sistema de drenagem, a Prefeitura confirmou que apenas seis estavam operando durante o alagamento, o que levantou preocupações sobre a eficácia do sistema de drenagem em situações críticas.

De acordo com a administração municipal, as seis bombas em funcionamento operaram sem falhas, mas o volume de água acumulado foi tão grande que não conseguiram escoar a quantidade necessária. Com a atuação de duas bombas a menos, cerca de 260 litros de água deixaram de ser removidos por segundo, o que impactou diretamente a capacidade de drenagem do túnel.

O prefeito Ricardo Nunes (MDB) defendeu a resposta ao alagamento, afirmando que o sistema funcionou como esperado, mas os dados indicam que a chuva forte já era prevista. A situação levantou questionamentos sobre a rapidez da Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) em interditar o túnel, que começou a ser fechado apenas após a água começar a subir rapidamente, às 15h48. Motoristas que se encontraram presos na inundação relataram a falta de sinalização adequada na entrada do túnel, o que os deixou em uma situação de risco.

Um dos motoristas, Fábio, descreveu como ficou preso no túnel, sem saber para onde ir, enquanto a água subia. Outros relatos indicam que muitos veículos ficaram danificados e inservíveis devido à enchente. Após o incidente, o túnel, que havia passado por uma reforma de R$ 6 milhões, mostrou sinais de infiltração e parte do teto com problemas estruturais.

Com a pressão crescente, o Ministério Público de São Paulo exigiu explicações da Prefeitura sobre as medidas adotadas durante a tempestade e sobre planos de intervenção em áreas críticas da cidade. A administração municipal terá um prazo de 48 horas para detalhar as ações tomadas e os horários em que foram decretados os estados de atenção e alerta.

Com o ribeirão Anhangabaú correndo sob o túnel, a região é conhecida por sua vulnerabilidade a alagamentos. A situação se torna ainda mais preocupante ao considerar que as infraestruturas de drenagem não estão conseguindo acompanhar os eventos climáticos extremos, evidenciando a necessidade urgente de investimentos e melhorias para garantir a segurança dos cidadãos.

Crédito da imagem: Foto: Pixabay — pedro_wroclaw (pixabay)