quarta-feira, 21/10/2026

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Tarcísio comenta sobre a necessidade de fechamento do túnel do Anhangabaú antes das chuvas: ‘Alertas foram dados

O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, fez um alerta nesta quinta-feira (15) sobre a necessidade de medidas preventivas após o recente alagamento que atingiu o Túnel do Vale do Anhangabaú. Durante um…

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O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, fez um alerta nesta quinta-feira (15) sobre a necessidade de medidas preventivas após o recente alagamento que atingiu o Túnel do Vale do Anhangabaú. Durante um evento no Palácio dos Bandeirantes, Tarcísio destacou que a passagem subterrânea deveria ter sido fechada antes da forte chuva que resultou em 26 carros e dois ônibus submersos. “Houve um aviso de alerta, e o túnel não foi fechado. A capacidade de escoamento é superada em momentos de chuvas intensas”, afirmou.

A declaração do governador veio na mesma ocasião em que foi lançada a Operação “El Niño”, uma iniciativa que visa ampliar o monitoramento e a resposta a eventos climáticos extremos, como estiagens e incêndios florestais, além das chuvas. Diferentemente da tradicional Operação Chuvas, a nova estratégia funcionará até o final de 2027, com foco em ações contínuas para mitigar os impactos ambientais.

O alagamento no Anhangabaú, que ocorreu na tarde de quarta-feira (14), deixou motoristas em situação de desespero, com a água subindo rapidamente, chegando a cobrir os veículos. A Prefeitura, por sua vez, informou que as seis bombas instaladas no local funcionaram sem falhas, mas não foram suficientes para lidar com o volume de chuvas que, em apenas 40 minutos, acumulou 42 milímetros — uma quantidade que corresponde a 37% do que é esperado para todo o mês de outubro.

Na coletiva de imprensa, o prefeito Ricardo Nunes ressaltou que o protocolo de emergência foi acionado, mas a rapidez com que a água subiu dificultou a evacuação dos motoristas que já estavam dentro do túnel. Ele explicou que a água atingiu um metro em apenas três minutos, o que complicou a situação. “Infelizmente, não conseguimos impedir a entrada de veículos antes da chuva mais intensa, pois eles já estavam na passagem durante o horário de pico”, admitiu Nunes.

Além do alagamento no Anhangabaú, outras áreas da cidade também enfrentaram problemas. Na Brasilândia, uma moradora perdeu a vida devido a um deslizamento de terra. O Centro de Gerenciamento de Emergências Climáticas registrou os maiores volumes de chuva em várias estações, com rajadas de vento que chegaram a 88,9 km/h no Aeroporto de Congonhas.

A situação se agrava com a previsão de mais chuvas para a região, levando a Defesa Civil a alertar para a possibilidade de acumulados de até 80 milímetros durante o dia. A população deve estar atenta às orientações das autoridades para garantir sua segurança em meio a essas condições climáticas adversas.

Crédito da imagem: Foto: Pixabay — alandsmann (pixabay)