quarta-feira, 21/10/2026

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Tarcísio destaca a importância de revisar procedimentos após mortes de três pessoas em surto pela PM em SP

Na última sexta-feira (16), o governador reeleito de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), anunciou que irá rever os protocolos da Polícia Militar após incidentes trágicos que resultaram na morte de três pessoas em…

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Na última sexta-feira (16), o governador reeleito de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), anunciou que irá rever os protocolos da Polícia Militar após incidentes trágicos que resultaram na morte de três pessoas em surto psicológico, incluindo uma mulher em Pirituba. O caso de Camila Pereira da Silva, de 32 anos, que foi baleada por um policial enquanto se aproximava dele com uma faca, gerou indignação e levantou questões sobre o uso da força policial em situações de crise.

Tarcísio afirmou que o governo está atento aos acontecimentos e se reunirá com o Comando Geral da PM na próxima semana para discutir a necessidade de novos procedimentos e treinamentos. “Estamos observando cada caso individualmente. A ideia é entender as circunstâncias que levaram à reação dos policiais. Queremos evitar excessos e garantir que a polícia cumpra seu papel de proteger a população”, declarou o governador.

O soldado responsável pela morte de Camila, André Coelho Maximo da Costa, foi liberado após audiência de custódia, mas deverá cumprir medidas protetivas, como suspensão de atividades operacionais e a proibição de deixar sua comarca sem autorização judicial. Segundo o juiz que analisou o caso, não se pode descartar a possibilidade de legítima defesa, embora a reação tenha sido considerada desproporcional por alguns testemunhos e pelo boletim de ocorrência.

Esse episódio se insere em um contexto mais amplo de críticas ao uso da força pela PM em situações envolvendo pessoas em crises emocionais. Apenas uma semana antes, duas outras mortes de homens em surto e depressão, onde policiais dispararam 69 vezes, reacenderam o debate sobre a capacitação dos agentes e a necessidade de protocolos que priorizem a vida.

O caso de Camila, que também era mãe de duas filhas pequenas, foi registrado em vídeo, e as imagens mostram a mulher se aproximando dos policiais antes do disparo. A falta de uso progressivo da força e a ausência de medidas alternativas levantam questões sobre a formação e o treinamento dos policiais para lidar com situações delicadas que envolvem saúde mental.

A Secretaria da Segurança Pública reafirmou sua posição de não tolerar desvios de conduta na atuação da Polícia Militar e destacou que todas as circunstâncias estão sendo rigorosamente apuradas. O clima de tensão e a pressão por maior responsabilidade das forças policiais em São Paulo continuam a crescer, especialmente em um momento em que as cidades enfrentam desafios complexos relacionados à segurança pública e ao bem-estar social.