quinta-feira, 22/10/2026

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Advogado é denunciado por suposto uso de nome de promotor para extorquir R$ 300 mil de assessor parlamentar

Um caso alarmante veio à tona em São Paulo, envolvendo um advogado que está sendo investigado por supostamente usar o nome de um promotor de Justiça para extorquir um assessor parlamentar. A denúncia, feita…

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Um caso alarmante veio à tona em São Paulo, envolvendo um advogado que está sendo investigado por supostamente usar o nome de um promotor de Justiça para extorquir um assessor parlamentar. A denúncia, feita pelo promotor Werner Dias de Magalhães, revela que o advogado Paulo Roberto Quissi teria cobrado dinheiro de Matheus Borges, alegando que isso evitaria sua prisão e resultaria no arquivamento de um processo de improbidade administrativa.

Segundo a apuração, em maio, Matheus foi informado pelo seu advogado que deveria comparecer para prestar depoimento. No entanto, ao chegar ao local, ele ficou aguardando enquanto Quissi conversava com o promotor. Após essa reunião, o advogado abordou Matheus exigindo um pagamento, afirmando que isso era necessário para que o promotor não prosseguisse com o caso.

“Eles me disseram que havia um mandado de prisão contra mim e que eu precisaria pagar R$ 600 mil para evitar problemas”, contou Matheus, que ficou em estado de alerta. O valor foi posteriormente reduzido para R$ 300 mil, e ele chegou a gravar conversas que evidenciam a pressão que estava sofrendo para efetuar o pagamento.

Desconfiado da situação, Matheus decidiu trocar de advogado e, ao consultar o promotor, descobriu que não havia qualquer intimação em seu nome, revelando que tudo não passava de um golpe. A partir daí, a situação tomou um rumo mais sério, levando à abertura de um inquérito no Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic).

A Justiça já decretou a prisão de Quissi, e a polícia está em busca de coletar mais evidências. O delegado Fulvio Mecca expressou preocupação com o fato de o advogado estar em liberdade, ressaltando o risco de que ele interfira nas investigações. “Ele pode coagir testemunhas ou até destruir provas”, alertou o delegado.

O promotor Werner Dias de Magalhães classificou as ações do advogado como gravíssimas, destacando a seriedade de usar o nome de uma autoridade pública para fins de extorsão. A defesa de Quissi, por sua vez, nega as acusações e afirma que está colaborando com a Justiça, confiante de que a verdade será esclarecida ao longo do processo.