A onda de violência que atinge a cidade de São Paulo e a Grande São Paulo nos últimos meses tem gerado apreensão entre os moradores. Desde 10 de setembro, foram descobertos 19 corpos na região, conforme levantamento da TV Globo. Apesar do alarde nas redes sociais, a Polícia Civil reitera que não há indícios de um “serial killer” em ação.
As investigações apontam que a maioria dos casos está relacionada ao crime organizado, especialmente a execuções determinadas por facções, como o Primeiro Comando da Capital (PCC). O último corpo encontrado foi de um homem na Marginal Tietê, revelando a gravidade da situação. Nos dois dias anteriores, outros dois corpos foram localizados, um deles em uma área de mata no Tremembé e outro, os restos de uma mulher, também na Marginal Tietê, onde, segundo a polícia, dois homens podem ter abandonado a vítima.
As autoridades têm monitorado a situação com atenção, e os dados mostram que os cadáveres foram encontrados em diversos locais, incluindo ruas, rodovias e áreas de mata. A distribuição dos casos é preocupante: quatro ocorrências na Zona Sul, quatro na Zona Leste e três na Zona Norte, além de registros em municípios do ABC Paulista e em Embu das Artes e Santana de Parnaíba.
Os sinais de violência extrema são evidentes, com algumas vítimas apresentando marcas de agressão, amarras e até esquartejamento. Entre as 19 vítimas, 11 eram homens e três mulheres, e o gênero de cinco ainda não foi identificado. Para a identificação, os peritos utilizam técnicas de antropologia e odontologia forense, principalmente quando as impressões digitais não são viáveis.
Embora a repetição dos casos tenha gerado especulações, o Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) afirma que as motivações por trás dessas mortes são diversas e não indicam a presença de um assassino em série. A análise do perfil das vítimas revela que muitas tinham passagens pela polícia por crimes como sequestro, tráfico de drogas e roubo. A polícia já identificou suspeitos em algumas investigações e busca a prisão de um deles.
A situação levanta questões sobre a segurança na região e a atuação das autoridades para coibir a violência. A população aguarda respostas e ações eficazes diante dessa série de crimes que assola a capital e seus arredores.


