quinta-feira, 22/10/2026

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Polícia descobre 20º corpo na Grande SP desde setembro, mas descarta hipótese de serial killer

A madrugada de quarta-feira (21) trouxe à tona mais um caso de violência que choca a comunidade de Itapecerica da Serra. A Polícia Militar localizou um corpo dentro do porta-malas de um carro abandonado…

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A madrugada de quarta-feira (21) trouxe à tona mais um caso de violência que choca a comunidade de Itapecerica da Serra. A Polícia Militar localizou um corpo dentro do porta-malas de um carro abandonado em uma área de mata na Estrada Borba Gato. A vítima, um homem, apresentava sinais de tortura e estava coberta por mantas, marcando o 20º caso de mortes misteriosas na capital e Grande São Paulo desde o início de setembro.

Os policiais encontraram documentos dentro do veículo, o que ajudará nas investigações. O corpo foi removido para perícia e identificação, com o caso registrado na Delegacia de Itapecerica da Serra como morte suspeita. Até o momento, a identidade do autor do crime segue desconhecida.

Embora a sequência de casos tenha gerado especulações nas redes sociais sobre a possibilidade de um “serial killer” atuando na região, a Polícia Civil reafirmou que não há evidências que sustentem essa teoria. Os investigadores acreditam que a maioria das vítimas está ligada ao crime organizado, envolvendo execuções decididas em julgamentos do “tribunal do crime”, uma prática atribuída ao Primeiro Comando da Capital (PCC).

Na manhã seguinte, um novo corpo foi encontrado na Marginal Tietê, na capital. Assim como em outros casos, a vítima era do sexo masculino. Somente nos dois dias anteriores, mais duas vítimas foram localizadas, uma em área de mata no Tremembé e outra, uma mulher, também na Marginal Tietê, sugerindo um padrão de brutalidade associada às descobertas.

Os dados coletados pela TV Globo revelam que dos 19 corpos encontrados, quatro estavam na Zona Sul, quatro na Zona Leste, três na Zona Norte e dois na Zona Oeste, além de registros em municípios do ABC Paulista e locais como Embu das Artes e Santana de Parnaíba. Muitas das vítimas apresentavam sinais evidentes de violência extrema, como estar amarradas ou queimadas, e algumas foram encontradas esquartejadas.

A identificação dos corpos tem se mostrado desafiadora. Até o momento, a polícia conseguiu confirmar que 11 das vítimas eram homens e três, mulheres, mas cinco ainda não tiveram o gênero definido. O diretor do Núcleo de Perícias da Polícia Civil ressaltou que, em alguns casos, a identificação não pode ser realizada apenas por impressões digitais, exigindo o uso de técnicas de antropologia e odontologia forense para estabelecer a identidade das vítimas.

A investigação continua, com a polícia já tendo identificado alguns suspeitos e solicitado prisões. A análise dos dados indica que as mortes estão mais relacionadas a execuções do crime organizado do que a um padrão de assassinato em série. O cenário de violência em São Paulo gera preocupação e demanda ações efetivas das autoridades, enquanto a comunidade clama por respostas e segurança.

Crédito da imagem: Corpo é encontrado em zona de mata na Grande SP