Moradores do Jardim Aeroporto estão em alerta após o corte de árvores em uma praça pública nas proximidades do Aeroporto de Congonhas, realizado pela Aena, concessionária que opera o aeroporto desde o início de 2023. O desmatamento começou sem aviso prévio e gerou indignação na comunidade local, que se mobilizou para entender a situação.
A Aena suspendeu temporariamente a retirada das árvores após ser notificada pela Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (CETESB). A empresa alega que a remoção é necessária para a segurança das operações aéreas e que possui autorização para o corte. No entanto, uma planta oficial da prefeitura indica que a área em questão, situada entre as ruas Tamoios e General Pantaleão Teles, é uma praça pública e não faz parte do sítio aeroportuário.
Os moradores, ao perceberem o barulho das motosserras no último dia 20, começaram a filmar a ação e questionaram os trabalhadores sobre a legalidade do corte. Apesar de um documento apresentado como autorização, este foi emitido para 2025, o que levantou mais dúvidas. A CETESB, por sua vez, afirmou que aprovou a supressão de um total de 1.191 árvores, todas dentro da poligonal do aeroporto, e prometeu fiscalizar a situação.
A Subprefeitura de Santo Amaro também se manifestou, informando que não havia autorizado o corte e que uma nova fiscalização seria realizada. Em resposta às preocupações da comunidade, a CETESB se comprometeu a reforçar a comunicação com os moradores e verificar se as exigências legais estão sendo atendidas.
Com a situação ainda em apuração, os residentes da região esperam mais clareza e garantias de que a área verde será preservada. A lei municipal exige que a população seja informada com antecedência sobre cortes em áreas públicas, e muitos se sentem desrespeitados pela falta de aviso e envolvimento na questão.


