segunda-feira, 26/10/2026

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Prefeitura de SP informa à Justiça sobre ações para aumentar frota de ônibus no segundo turno e solicita isenção de multa

A disputa eleitoral que ocorreu no último domingo (25) em São Paulo não se limitou apenas às urnas. A operação do transporte público na capital foi alvo de controvérsias, com a Prefeitura e a…

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A disputa eleitoral que ocorreu no último domingo (25) em São Paulo não se limitou apenas às urnas. A operação do transporte público na capital foi alvo de controvérsias, com a Prefeitura e a SPTrans se defendendo de acusações de que a frota de ônibus em circulação estava aquém do que a Justiça Eleitoral havia determinado. Em um documento protocolado às 17h01, a administração municipal alegou que havia cumprido a ordem de manter 100% da frota, mas não apresentou dados concretos sobre o número de veículos que realmente operaram.

Denúncias de passageiros indicaram que muitos enfrentaram longas esperas em pontos de ônibus, especialmente em áreas como Jaraguá e Vila Zilda, onde relatos de espera superior a uma hora foram frequentes. O Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP) está agora analisando a situação, após a apresentação das alegações, e abriu espaço para manifestação do Ministério Público. A tensão se intensifica, já que uma multa de R$ 100 mil pode ser aplicada ao prefeito Ricardo Nunes (MDB) e ao presidente da SPTrans, Victor Hugo Borges, caso a determinação judicial não tenha sido cumprida.

A Prefeitura afirma que entrou em contato com as operadoras de ônibus dois dias antes da eleição, buscando garantir que a circulação fosse adequada, e enviou orientações específicas para priorizar áreas de alta vulnerabilidade social. No entanto, a falta de dados detalhados sobre quais linhas e quantos ônibus estavam efetivamente em operação durante o dia da votação levanta dúvidas sobre a veracidade das afirmações feitas pela administração.

Além disso, a gestão municipal negou veementemente qualquer intenção de reduzir o atendimento aos eleitores, explicando que a presença de veículos com o letreiro “Reservado” era parte da logística necessária para garantir a eficiência do serviço. Apesar desse argumento, as reclamações dos passageiros continuam a ecoar, mostrando que a situação enfrentada por muitos pode ter comprometido o direito ao voto de forma indireta, ao dificultar o acesso às urnas.

Com o desfecho do segundo turno, as autoridades agora aguardam uma decisão da Justiça sobre a questão do transporte público, enquanto a população se pergunta se as promessas de um serviço de qualidade serão cumpridas nas próximas eleições.

Crédito da imagem: Ônibus parados na garagem em Santana, na Zona Norte de SP.