segunda-feira, 26/10/2026

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Governo de SP começa demolição de 61 casas no Jaguaré, cinco meses após explosão que resultou em duas mortes

Após a tragédia que deixou duas vidas perdidas e muitas famílias desabrigadas, a comunidade Nossa Senhora das Virtudes II, no Jaguaré, Zona Oeste de São Paulo, começa a ver os primeiros passos rumo à…

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Após a tragédia que deixou duas vidas perdidas e muitas famílias desabrigadas, a comunidade Nossa Senhora das Virtudes II, no Jaguaré, Zona Oeste de São Paulo, começa a ver os primeiros passos rumo à recuperação. Nesta segunda-feira (26), o governo do estado deu início à demolição de 61 moradias, um esforço que faz parte de um acordo entre a Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano (CDHU) e a Sabesp, que destina R$ 5,4 milhões para a reestruturação da área afetada pela explosão de um tubo de gás ocorrida em 11 de maio.

A demolição abrange um espaço de 5,3 mil metros quadrados e está sendo realizada manualmente, uma escolha que busca minimizar o impacto na vizinhança. A expectativa é que essa fase inicial das obras seja concluída até janeiro de 2027. As moradias, que pertenciam a famílias já assistidas pela Sabesp, foram seriamente danificadas pela explosão, que também feriu outras pessoas e causou destruição em várias casas da região.

O projeto de recuperação vai além da demolição. Uma segunda fase está prevista, com a reconstrução de cinco novas casas e reformas em cerca de 200 unidades habitacionais, com início projetado para o final de 2026. As reformas incluirão desde reparos estruturais até melhorias nas instalações elétricas e hidráulicas, sempre com foco na segurança e acessibilidade.

Além disso, o governo planeja a criação de um novo espaço público, que incluirá praças e áreas verdes, embora ainda não haja uma data definida para o início das obras. Essa iniciativa visa trazer um novo ar ao bairro, que ainda se recupera dos traumas da explosão.

Em maio, a explosão ocorreu durante uma obra da Sabesp que atingiu uma tubulação de gás da Comgás, resultando na morte de Alex Sandro Fernandes Nunes, de 49 anos, e de Francisco Altino, que faleceu dias depois internado. Moradores se sentiram abandonados após a tragédia, com muitos ainda vivendo em condições precárias ou em hospedagens temporárias.

A situação continua a gerar preocupação. Famílias, como a de Elizabete Luiza da Silva, que se viu obrigada a deixar seu lar de quase 40 anos, relataram a dor e a incerteza de não terem uma solução duradoura. “Pra mim foi muito demorado, porque eu não tenho mais nem idade pra estar passando por isso, né?”, desabafou Elizabete, que agora vive em uma casa alugada após um mês em um hotel.

A resposta das concessionárias após o acidente incluiu medidas emergenciais, como assistência financeira e hospedagem para as famílias afetadas. Contudo, a angústia de quem perdeu tudo ainda persiste, e muitos moradores clamam por soluções definitivas. A CDHU está atuando para garantir que as famílias tenham acesso ao atendimento habitacional e ao ressarcimento de seus prejuízos.

Crédito da imagem: Explosão no Jaguaré