sexta-feira, 30/10/2026

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Novas versões e depoimentos em julgamento de empresário envolvido em acidente com trabalhador de aplicativo em Porsche

A Justiça de São Paulo decidiu, na madrugada de sexta-feira (30), condenar Fernando Sastre de Andrade Filho a 17 anos, 1 mês e 10 dias de prisão. O empresário, que dirigia um Porsche no…

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A Justiça de São Paulo decidiu, na madrugada de sexta-feira (30), condenar Fernando Sastre de Andrade Filho a 17 anos, 1 mês e 10 dias de prisão. O empresário, que dirigia um Porsche no momento de um trágico acidente que resultou na morte do motorista de aplicativo Ornaldo da Silva Viana, foi considerado culpado por homicídio com dolo eventual e lesão corporal gravíssima. O julgamento, que ocorreu no Fórum Criminal da Barra Funda, trouxe à tona diversas contradições nas versões apresentadas pelo réu e testemunhas.

Um dos pontos que mais chamou a atenção durante o processo foi a mudança de postura de Fernando Sastre em relação ao consumo de álcool. Inicialmente, ele negou ter bebido antes de dirigir, mas, durante o julgamento, admitiu ter tomado dois drinques à base de uísque. Em uma entrevista anterior ao programa Fantástico, ele afirmara que apenas havia consumido água na noite do acidente, o que gerou desconfiança entre os jurados, segundo o promotor Rodolfo Morais.

A defesa de Sastre argumentou que ele não deveria ser considerado responsável pelo acidente, já que não houve fuga do local e a família do empresário afirmou que ele estava sendo levado para atendimento médico. Contudo, a realidade é que Fernando não se apresentou na delegacia até mais de 30 horas após o ocorrido e não foi ao hospital para o qual sua mãe alegou que o levaria, levantando suspeitas sobre a veracidade das informações.

Outro ponto debatido no tribunal foi uma suposta falha mecânica no Porsche. A defesa apresentou uma perícia que indicava possíveis problemas técnicos no veículo, mas a perícia oficial contradisse, apontando que o carro estava a 156 km/h, muito acima do limite permitido de 50 km/h na via onde ocorreu o acidente. Essa velocidade, somada ao consumo de álcool, apontou para uma clara negligência da parte de Sastre, que, segundo o júri, assumiu o risco de causar uma tragédia.

Por fim, a discussão sobre a intenção de Sastre ao dirigir sob essas condições culminou em sua condenação por homicídio doloso. Os jurados consideraram as testimonhas e a confissão do réu, reconhecendo que ele havia sido alertado por amigos sobre não dirigir. Fernando Sastre expressou sua dor e arrependimento durante o julgamento, pedindo perdão às famílias afetadas por sua ação.

A condenação de Sastre levanta questões sobre a responsabilidade dos motoristas e o impacto do álcool na condução, além de trazer à tona a necessidade de um olhar mais atento sobre a segurança no trânsito em nossa cidade. O caso é um lembrete triste da fragilidade da vida e da importância de se respeitar as leis de trânsito.