sexta-feira, 06/11/2026

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Pai de santo é detido na Zona Sul de SP por denúncias de assédio durante rituais de Umbanda

A comunidade do Capão Redondo, na Zona Sul de São Paulo, foi abalada por uma série de denúncias que culminaram na prisão de Ailton Ribeiro da Silva, um respeitado pai de santo de 64…

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A comunidade do Capão Redondo, na Zona Sul de São Paulo, foi abalada por uma série de denúncias que culminaram na prisão de Ailton Ribeiro da Silva, um respeitado pai de santo de 64 anos, que liderava o Templo Espírita de Umbanda Caboclo Tatuy de Oxóssi. Ailton é acusado de assédio sexual contra fiéis, incluindo menores de idade, durante rituais religiosos.

As queixas começaram a surgir no último mês, levando várias vítimas a registrar boletins de ocorrência em diferentes delegacias. O delegado Antonio Giovanni, responsável pela investigação, revelou que o sacerdote é suspeito de ter cometido crimes como estupro de vulnerável e importunação sexual, utilizando a fé e o contexto de suas práticas religiosas como pretexto para abusos.

Entre as vítimas, destaca-se o pai de dois adolescentes, que relatou ter sido também assediado por Ailton durante um ritual. Ele afirmou que, em um momento em que o pai de santo estava supostamente incorporado, foi levado a um quarto reservado e sofreu toques inadequados. O relato se intensifica com a confirmação de que seu filho, hoje com 16 anos, passou por experiências semelhantes, o que levou a família a se afastar da religião.

O clima de desconfiança e medo se espalhou entre os frequentadores do templo. Uma das vítimas, que se sentiu motivada a denunciar após descobrir que não estava sozinha, contou ter sido alvo de um assédio semelhante em um ritual anterior. Ao se reunir com outros jovens que frequentavam o local, ficou claro que a situação de abuso não era isolada, mas sim uma prática recorrente que se perpetuou ao longo dos anos.

A prisão temporária de Ailton, decretada por 30 dias, foi acompanhada por mandados de busca e apreensão em locais associados ao pai de santo, na esperança de coletar mais evidências. As autoridades esperam que, com a visibilidade do caso, outras vítimas se sintam encorajadas a se manifestar.

Com um histórico de 30 anos de funcionamento, o templo, que possuía filiais até fora do Brasil, agora enfrenta um momento de crise e reflexão. Os relatos de abuso geraram uma onda de indignação e um apelo por justiça, mostrando que a fé não deve ser um escudo para comportamentos inaceitáveis.