sexta-feira, 06/11/2026

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Justiça Federal libera retomada das apostas em três plataformas em SP após críticas a medidas do governo Lula

Um desdobramento recente no cenário das apostas no Brasil trouxe à tona uma disputa judicial que promete agitar o setor. O Tribunal Regional Federal da 3ª Região (TRF3), com sede em São Paulo, concedeu…

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Um desdobramento recente no cenário das apostas no Brasil trouxe à tona uma disputa judicial que promete agitar o setor. O Tribunal Regional Federal da 3ª Região (TRF3), com sede em São Paulo, concedeu uma liminar que permite que três casas de apostas voltem a operar a partir desta quinta-feira (5). A decisão foi tomada pela desembargadora Adriana Pileggi, que criticou a rapidez da Medida Provisória (MP) nº 1.394/2026, editada pelo presidente Lula, que visa a proibição das apostas online no país.

A decisão, fruto de um pedido da empresa CDA Gaming, abrange as casas Casa de Apostas, Betsul e Jogo Online. Pileggi argumentou que o governo não deu tempo suficiente para que as empresas se adaptassem à nova legislação, o que, segundo ela, resulta em prejuízos financeiros significativos para aqueles que investiram na atividade com a autorização do governo. A desembargadora ressaltou que a ação do governo fere princípios constitucionais, como a segurança jurídica.

É importante lembrar que a MP que proíbe as apostas foi anunciada a apenas nove dias das eleições, levantando questionamentos sobre sua urgência e necessidade. As associações que representam o setor, como a Associação Nacional de Jogos e Loterias (ANJL), já se manifestaram contra a medida, alegando que ela foi imposta sem evidências de urgência e que o governo havia se comprometido anteriormente com uma regulamentação que beneficiaria a economia.

A discussão sobre a legalidade e a eficácia da proibição das bets também chegou ao Supremo Tribunal Federal (STF), onde uma audiência pública foi realizada para debater os impactos da medida. O ministro Luiz Fux, relator do caso, destacou a importância de se discutir a segurança jurídica dos contratos e os efeitos econômicos da proibição.

Em meio a esse cenário, a oposição à medida não se limita às casas de apostas. Clubes de futebol, que contavam com receitas provenientes das apostas, também expressaram sua preocupação com as consequências financeiras que a proibição pode acarretar. O vice-presidente do Flamengo, Flávio de Araújo Willeman, questionou quem arcará com as obrigações financeiras assumidas por esses clubes em função das expectativas de um mercado regulamentado.

Enquanto o governo defende a MP como uma forma de proteger a saúde pública e a segurança das famílias, críticos apontam que a proibição pode fortalecer o mercado ilegal, que já se beneficia da situação. O debate sobre os jogos de aposta no Brasil está longe de ser encerrado, e as próximas decisões do STF e do Congresso serão fundamentais para definir o futuro deste setor.

Crédito da imagem: Foto: Pixabay — geralt (pixabay)