sexta-feira, 06/11/2026

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Idoso que se disfarçou de padre e foi condenado por estelionato é encontrado morto em São Paulo

Na manhã desta quinta-feira (5), um caso trágico foi registrado no Centro de São Paulo. Marcos Rodrigues Fontana, de 65 anos, foi encontrado morto em seu apartamento na Alameda Barão de Limeira, no bairro…

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Na manhã desta quinta-feira (5), um caso trágico foi registrado no Centro de São Paulo. Marcos Rodrigues Fontana, de 65 anos, foi encontrado morto em seu apartamento na Alameda Barão de Limeira, no bairro de Campos Elíseos. O corpo foi descoberto após o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) ser chamado, mas os socorristas apenas puderam confirmar o óbito no local.

Fontana, que já havia sido condenado por estelionato e se apresentava como falso padre, enfrentava sérios problemas de saúde. O companheiro dele, Joster Santana dos Santos, informou aos policiais que Marcos tinha um histórico médico complicado, incluindo internações e tratamentos para problemas renais e hipertensão. Após receber alta recentemente, ele estava sob os cuidados de um cuidador, que relatou que Marcos ainda sofria com dores intensas.

O irmão de Marcos, André Rodrigues Fontana, que veio do Rio de Janeiro após receber a notícia da morte, levantou suspeitas sobre a relação do irmão com Joster. Ele revelou que Marcos havia enviado mensagens preocupantes, indicando que estava sendo medicado sem seu consentimento. André também mencionou que um segundo homem, conhecido como Padre Francisco, teria frequentado o apartamento e que pertences valiosos de Marcos desapareceram durante esse período.

A polícia agora investiga as circunstâncias da morte de Marcos, que está sendo tratada como suspeita. O caso está sob a responsabilidade do 77º Distrito Policial, e a perícia já foi acionada para esclarecer os fatos. Enquanto isso, a família busca respostas e pretende apresentar evidências à polícia sobre as preocupações que tinham em relação ao companheiro de Marcos.

Marcos Fontana não era um desconhecido na cidade. Em 2006, ele foi condenado por se passar por um padre e aplicar golpes em fiéis, cobrando por missas e rituais religiosos. Apesar de ter recebido uma pena substitutiva, ele foi novamente associado a fraudes, se apresentando como monsenhor e arrecadando dinheiro para instituições inexistentes. O caso destaca não apenas as complexidades da vida de Marcos, mas também as preocupações em torno de sua morte, que deixou amigos e familiares em choque.