quinta-feira, 29/10/2026

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Júri de Fernando Sastre continua com depoimentos sobre consumo de álcool antes do acidente

O tribunal do júri que analisa o caso do empresário Fernando Sastre, acusado de provocar a morte do motorista de aplicativo Ornaldo da Silva Viana, entra em seu segundo dia nesta quinta-feira (29). O…

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O tribunal do júri que analisa o caso do empresário Fernando Sastre, acusado de provocar a morte do motorista de aplicativo Ornaldo da Silva Viana, entra em seu segundo dia nesta quinta-feira (29). O incidente ocorreu na madrugada do dia 31 de março de 2024, na Avenida Salim Farah Maluf, na Zona Leste de São Paulo, e desde ontem, o Fórum Criminal da Barra Funda é palco de uma intensa troca de depoimentos.

No primeiro dia do julgamento, quatro testemunhas foram ouvidas, incluindo amigos e familiares. Entre os depoimentos, o filho de Ornaldo, Lucas, trouxe à tona o impacto devastador que a perda do pai teve sobre sua família, que agora enfrenta dificuldades financeiras e emocionais. Ele mencionou até a ajuda recebida de parentes e de uma igreja evangélica para conseguir alimentos, refletindo a dor e a luta que muitos enfrentam após tragédias como essa.

O Ministério Público se posiciona firmemente pela condenação de Fernando Sastre a mais de 20 anos de prisão, argumentando que ele dirigia embriagado e em alta velocidade — 136 km/h em um trecho onde o limite é de 50 km/h. A defesa, por sua vez, busca caracterizar o acidente como um homicídio culposo, onde não há intenção de matar, e destaca que Fernando não fugiu do local do acidente, ao contrário do que é comum em casos semelhantes.

Hoje, devem ser ouvidos a policial militar que liberou Sastre após o acidente e um assistente técnico que analisará as provas periciais. O advogado de Fernando, Jonas Marzagão, levanta questões sobre a condução do caso, apontando que seu cliente é o único entre os réus de acidentes com morte que permanece preso. Ele argumenta que a ausência de um teste de bafômetro no momento do acidente não foi culpa de Fernando e que ele ficou no local até ser liberado pelas autoridades.

A tragédia que vitimou Ornaldo, de 52 anos, não é apenas um caso de justiça; ela representa a fragilidade da vida e os desdobramentos de decisões imprudentes. A comunidade observa de perto o desenrolar deste julgamento, que promete trazer à tona não apenas questões legais, mas também profundas reflexões sobre responsabilidade e as consequências de actos irresponsáveis nas ruas da nossa cidade.