sexta-feira, 23/10/2026

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Justiça impede presença de Marcola em júri por assassinato de policial devido a risco de segurança e fuga

A Justiça de São Paulo tomou uma decisão que pode impactar o julgamento de um dos nomes mais conhecidos do crime organizado no Brasil. Marco Willians Herbas Camacho, o Marcola, líder do PCC, não…

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A Justiça de São Paulo tomou uma decisão que pode impactar o julgamento de um dos nomes mais conhecidos do crime organizado no Brasil. Marco Willians Herbas Camacho, o Marcola, líder do PCC, não poderá comparecer presencialmente ao seu julgamento por homicídio e tentativa de homicídio de policiais militares, que ocorrerá em maio de 2027. A medida foi justificada por preocupações de segurança pública e riscos associados a eventuais tentativas de resgate durante o transporte do detento.

O juiz Gustavo Celeste Ormenese, da 1ª Vara do Júri do Foro Central Criminal, proferiu a decisão em 22 de outubro, levando em consideração pareceres que indicam o perigo de deslocar os réus entre a penitenciária e o tribunal. As preocupações incluem a possibilidade de emboscadas e confrontos armados, além da necessidade de um grande contingente policial para garantir a segurança durante o trajeto.

Os crimes em questão ocorreram em Jundiaí, em 2006, durante os infames “Crimes de Maio”, que chocaram o estado. Marcola não estará sozinho no julgamento; outros réus, Júlio César Guedes de Moraes e Marcos Paulo Ferreira Lustosa, também participarão por videoconferência, uma solução que, segundo a defesa, não atende à plenitude do direito de defesa.

O advogado de Marcola, Bruno Ferullo Rita, expressou descontentamento com a decisão e argumentou que a presença do réu é essencial para uma defesa adequada. Ele criticou a adoção da videoconferência como uma medida excepcional, afirmando que não pode ser justificada apenas por alegações de risco genérico. A defesa planeja recorrer da decisão e buscar alternativas que garantam a participação física de Marcola no júri.

O julgamento está agendado para os dias 11, 12 e 13 de maio de 2027, e a expectativa é que o caso continue a gerar debates acalorados sobre segurança, justiça e os direitos dos réus no Brasil.