Na noite de quinta-feira (22), as influenciadoras brasileiras Mariana Alves, mais conhecida como Malévola, e Bruna Mercatelli, aterrissaram no Aeroporto Internacional de São Paulo, após uma experiência traumática de dois dias de prisão no Egito. A situação delas ganhou destaque nas redes sociais e agora, com o retorno ao Brasil, elas compartilham os detalhes chocantes do que viveram.
“Finalmente estamos em casa”, exclamou Malévola em um vídeo postado, ao lado de Bruna, que rapidamente viralizou. Ambas relataram ter pago uma fiança de R$ 8 mil para serem liberadas e agora pretendem responder ao processo em liberdade. “Graças a Deus, foi muito sufoco”, comentou Bianca, amiga de Malévola, enquanto as duas revelavam o alívio de estar de volta ao país que as acolhe.
Malévola, que conta com mais de 1,4 milhão de seguidores no Instagram, não escondeu seu descontentamento com a experiência no Egito. “Não volto para lá de jeito nenhum. Foram 24 horas sem comida e água, trancadas em uma sala”, recordou. O relato de humilhação foi intenso, com Malévola afirmando que, para serem tratadas com dignidade, tiveram que passar por situações constrangedoras. “Fui tratada como lixo”, desabafou.
A defesa das influenciadoras já anunciou que pretende acionar o Itamaraty e organismos internacionais de direitos humanos, a fim de investigar as alegações de transfobia e abuso policial que elas fizeram. A prisão delas, ocorrida em Alexandria, foi motivada por supostas acusações de assédio e de comportamentos considerados obscenos.
O advogado das influenciadoras, Jonatha Carvalho Matos, afirmou que uma investigação sobre as denúncias será iniciada. “Queremos que o Ministério das Relações Exteriores do Brasil intervenha e que a Comissão Internacional de Direitos Humanos também tome conhecimento da situação”, declarou. Enquanto isso, Malévola e Bruna tentam retomar suas rotinas, ainda abaladas pelo ocorrido.
“Eu fui muito humilhada, não consigo parar de chorar”, disse Malévola em um vídeo emocionado. As influenciadoras agora se dedicam a recuperar suas vidas e a buscar justiça por tudo que enfrentaram.
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