sábado, 31/10/2026

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Perito da família Sastre sob investigação do MP por possíveis irregularidades em laudo da Porsche

A recente condenação do empresário Fernando Sastre a 17 anos de prisão, após a trágica morte do motorista de aplicativo Ornaldo da Silva Viana, tem gerado grande repercussão na comunidade de São Paulo. O…

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A recente condenação do empresário Fernando Sastre a 17 anos de prisão, após a trágica morte do motorista de aplicativo Ornaldo da Silva Viana, tem gerado grande repercussão na comunidade de São Paulo. O caso, que ocorreu na Zona Leste da cidade, reascende debates sobre a responsabilidade de motoristas em acidentes fatais e a condução de investigações judiciais.

Fernando foi considerado culpado por dirigir embriagado e em alta velocidade, colidindo com o veículo de Ornaldo a 136 km/h, em uma via onde o limite é de 50 km/h. Durante o julgamento, ele admitiu ter ingerido álcool antes do acidente, algo que negou em depoimentos anteriores. Sua confissão emocionou muitos presentes e trouxe à tona a dor da família da vítima.

O Ministério Público de São Paulo anunciou a abertura de um inquérito para investigar o perito Alfredo Vieira das Neves, contratado pela defesa de Sastre, por suspeitas de falsidade ideológica. A mãe de Fernando afirmou, em seu depoimento, que análises de peritos de sua confiança indicaram uma falha mecânica no Porsche, mas essa afirmação foi contestada pelo assistente do MP, que apontou irregularidades nas imagens usadas na análise.

A sessão do júri não foi marcada apenas por controvérsias técnicas. A namorada de Fernando, Giovana Pinheiro Silva, foi multada em 10 salários mínimos e poderá ser denunciada por falso testemunho após tumultuar a audiência com comentários inadequados. Ela teria insistido que Fernando não havia bebido, uma versão que foi contradizida por ele próprio durante o julgamento.

O advogado de defesa, Jonas Marzagão, defende que seu cliente não deveria estar preso, apontando que outros motoristas em situações semelhantes estão respondendo em liberdade, e que Fernando não teve a oportunidade de fazer o teste do bafômetro na hora do acidente devido à falta do equipamento pela polícia.

A condenação de Sastre e os desdobramentos do caso revelam não apenas a luta por justiça para a família da vítima, mas também uma série de questões sobre a legalidade e a ética nas investigações de acidentes com vítimas fatais. O impacto social e emocional deste trágico evento ressoa em toda a cidade, onde muitos esperam que a Justiça seja feita de maneira justa e transparente.