A antiga Favela do Moinho, situada no coração de São Paulo, passará por uma significativa transformação: o local será transformado em um parque público. O anúncio foi feito pelo governo do estado, que lançará a licitação para as obras na próxima segunda-feira (26). Com um investimento previsto de R$ 41 milhões, as obras devem se estender por 24 meses, trazendo uma nova vida para a área.
O espaço, que abrigou quase mil famílias até recentemente, agora está desocupado após um processo complicado que envolveu incêndios, operações policiais e protestos. A última família deixou o local em setembro, dando um fim a um capítulo marcado por desafios. O novo parque ocupará mais de 61 mil metros quadrados, incluindo áreas adjacentes ao Viaduto Engenheiro Orlando Murgel e às linhas de trem 7-Rubi e 8-Diamante.
Historicamente, a ocupação da favela começou após o fechamento do Moinho Central, na década de 1980. Desde então, a comunidade enfrentou condições precárias, incluindo incêndios devastadores e, em 2024, uma operação policial que resultou na prisão de um dos líderes do tráfico na região. A desocupação foi acompanhada de perto, com manifestos de resistência por parte dos moradores.
Após a doação do terreno pelo governo federal ao estado, as famílias foram realocadas para imóveis de até R$ 250 mil, com parte do custo coberto pelo governo federal. A maioria decidiu permanecer na região central, com o governo adquirindo apartamentos já existentes e unidades de novos empreendimentos.
O projeto do parque promete ser um espaço de lazer e cultura, com quadras esportivas, pista de skate, trilhas para caminhadas e ciclistas, além de áreas dedicadas a atividades culturais e educativas. Também está prevista a construção de uma nova estação de trem nas proximidades, que deverá facilitar ainda mais o acesso ao novo espaço.
Com a licitação agendada para a próxima segunda, a expectativa é que as obras comecem no início de 2027 e sejam finalizadas em meados de 2028, trazendo uma nova era para essa área central da cidade, que por muito tempo foi marcada por dificuldades.
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