quarta-feira, 28/10/2026

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Júri do caso do motorista do Porsche azul se inicia nesta quarta-feira, com MP pleiteando pena acima de 20 anos

O caso que envolve o empresário Fernando Sastre de Andrade Filho, acusado de matar o motorista de aplicativo Ornaldo da Silva Viana, chega a um momento decisivo. O júri popular está agendado para esta…

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O caso que envolve o empresário Fernando Sastre de Andrade Filho, acusado de matar o motorista de aplicativo Ornaldo da Silva Viana, chega a um momento decisivo. O júri popular está agendado para esta quarta-feira (28), às 10h, no Fórum Criminal da Barra Funda, na Zona Oeste de São Paulo. A expectativa é alta, já que o Ministério Público (MP) busca uma condenação que pode ultrapassar 20 anos de prisão.

O trágico acidente ocorreu no dia 31 de março de 2024, quando Fernando, ao volante de seu Porsche avaliado em mais de R$ 1 milhão, colidiu em alta velocidade com o carro de Ornaldo na Avenida Salim Farah Maluf, no Tatuapé. A velocidade registrada foi de 136 km/h, bem acima do limite de 50 km/h da via. O MP argumenta que o empresário estava sob efeito de álcool e dirigia de forma imprudente.

Além da morte de Ornaldo, Fernando também é responsabilizado por ferir gravemente um amigo que estava em seu veículo. O estudante de medicina, Marcus Vinicius Machado Rocha, sobreviveu, mas ficou com severas fraturas e passou por cirurgias. Desde o acidente, Fernando está preso preventivamente e já teve oito pedidos de liberdade negados pela Justiça.

Durante o julgamento, que deve durar dois dias, 14 testemunhas serão ouvidas, e um conselho de sete jurados decidirá o destino do empresário. Os promotores Rodolfo Morais e Lucas Schaef expressaram otimismo quanto à condenação, citando a gravidade do caso e as evidências de que Fernando assumiu o risco ao dirigir embriagado.

A defesa, por sua vez, tenta argumentar que o caso deve ser tratado como homicídio culposo, sem intenção de matar. No entanto, o MP se baseia em laudos e depoimentos que indicam a culpa do empresário. Para agravar a situação, policiais militares que atenderam a ocorrência foram denunciados pela Justiça Militar por não realizarem o teste do bafômetro em Fernando, o que pode ter comprometido a investigação.

Com um caso repleto de nuances e implicações legais, a comunidade local aguarda ansiosamente o desfecho desse julgamento, que traz à tona questões sobre responsabilidade no trânsito e os perigos da combinação entre álcool e direção.