A Prefeitura de São Paulo, em parceria com o Ministério Público de São Paulo (MP-SP), firmou dois acordos nesta terça-feira (27) que visam aprimorar a segurança na capital utilizando o sistema de monitoramento Smart Sampa. Um dos acordos permitirá que o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) utilize essa tecnologia em suas investigações, enquanto o outro se destina a auxiliar na localização de agressores de violência doméstica que ainda não foram devidamente notificados sobre as medidas protetivas concedidas às vítimas.
Em uma coletiva de imprensa, o prefeito Ricardo Nunes (MDB) destacou a importância dessa iniciativa no combate ao crime e na proteção das mulheres. Segundo ele, cerca de 40% das mulheres que obtêm medidas protetivas enfrentam o desafio de ver seus agressores não localizados. “As câmeras vão ajudar nisso”, afirmou Nunes, que também mencionou a existência de 58 mil câmeras já integradas ao sistema, com planos para a instalação de outras 20 mil.
No entanto, a assinatura dos acordos acontece em meio a preocupações sobre a segurança do próprio sistema Smart Sampa. Recentemente, um relatório do UOL revelou que logins e senhas do sistema ficaram expostos por aproximadamente 11 meses, permitindo acesso indevido a imagens de câmeras espalhadas por toda a cidade, incluindo pontos sensíveis como escolas e hospitais.
Além disso, o programa já enfrentou problemas operacionais, resultando em multas que somam R$ 2,4 milhões ao consórcio responsável pela gestão do Smart Sampa. As penalidades foram impostas devido a falhas como câmeras fora do ar e atrasos na entrega de equipamentos prometidos. Um levantamento feito pelo g1 revelou a existência de 13 processos administrativos relacionados a essas falhas, com multas variando de R$ 14,5 mil a R$ 500,7 mil.
Sobre as preocupações com a segurança do sistema, o prefeito Nunes negou qualquer invasão e garantiu que as investigações continuam. Em uma tentativa de fortalecer a proteção dos dados, ele anunciou que, a partir de hoje, o acesso à plataforma exigirá reconhecimento facial, uma medida que visa aumentar a segurança e a confiabilidade do sistema de monitoramento.
Crédito da imagem: Central de monitoramento do Smart Sampa


