Neste domingo (25), durante o segundo turno das eleições presidenciais, os cidadãos de São Paulo enfrentaram dificuldades no transporte público. Às 14h40, apenas 71,04% da frota de ônibus estava em operação, contrariando uma determinação judicial que exigia 100% de circulação, como ocorre em dias úteis. O dado, obtido através do aplicativo BusInfo, mostra que 9.786 dos 13.767 ônibus estavam nas ruas, resultando em longas esperas para os passageiros em diversas regiões da capital.
A decisão da Justiça Eleitoral, que previa a operação total da frota, trouxe à tona uma série de questionamentos sobre a capacidade da administração municipal em cumprir ordens judiciais em prazos tão apertados. O Partido dos Trabalhadores (PT) já fez uma denúncia formal alegando que a frota disponível era de apenas 60% neste dia crucial, o que gerou uma série de reclamações por parte dos usuários. Moradores de áreas como Jaraguá, Vila Zilda, Avenida Ibirapuera e Estrada do M’Boi Mirim relataram dificuldades para se deslocar.
Em resposta à situação, a Prefeitura de São Paulo informou que foi comunicada sobre a ordem do Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP) apenas às 13h10 do dia anterior. A SPTrans, responsável pela operação dos ônibus, declarou que, apesar de ter agido rapidamente ao informar as concessionárias, as empresas enfrentaram desafios para reorganizar as escalas de trabalho em tão pouco tempo.
Enquanto isso, o cenário no Sudeste é preocupante, com apenas 57,13% da frota em operação. Comparativamente, a região Oeste apresentou o maior percentual, com 75,02% dos ônibus circulando. Na prática, essa situação impacta diretamente a mobilidade dos eleitores, que precisam se deslocar até os locais de votação.
A SPTrans reafirmou seu compromisso com a transparência e a prestação de serviços, mas também destacou as dificuldades logísticas enfrentadas diante da notificação tardia. A tarifa de ônibus permanece gratuita aos domingos, uma iniciativa que busca facilitar o acesso ao transporte público, mas a eficácia dessa medida fica comprometida quando a frota disponível não atende à demanda da população.
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