Na noite da última sexta-feira (6), um prédio de quatro andares desabou na Rua Maria Joaquina, no Brás, uma das áreas mais movimentadas do centro de São Paulo. Imagens capturadas por câmeras do Smart Sampa mostram o momento exato do colapso, que ocorreu em meio a uma intensa movimentação de pessoas no local, com trabalhadores transportando rolos de tecido.
O desabamento, que aconteceu por volta das 18h38, foi atribuído a um excesso de peso no mezanino, que possuía cerca de 900 metros quadrados. O Corpo de Bombeiros foi acionado imediatamente e enviou uma equipe de 51 homens e 17 viaturas para o local. No total, 35 pessoas estavam presentes no prédio no momento do incidente, sendo que 27 foram resgatadas pelos bombeiros e 8 conseguiram sair por conta própria. Quatro delas sofreram ferimentos e foram levadas para a UPA da Mooca, mas estão em estado estável. Felizmente, não houve mortes confirmadas até o momento.
Além dos esforços de resgate, cães farejadores foram utilizados para verificar se ainda havia vítimas sob os escombros. As imagens da cena, registradas pelo Globocop, mostram a parte de trás do prédio completamente destruída, enquanto a fachada de vidro permanece intacta.
Uma moradora vizinha, Claudneia, relatou que ouviu um barulho forte e, ao sair de casa, se deparou com a fumaça e o caos. Sua filha foi quem percebeu primeiro que não se tratava de um caminhão, mas sim do desabamento do edifício. “Foi um momento de pânico”, disse Claudneia.
Felipe, um dos que estavam no último andar, compartilhou sua experiência angustiante. Ele narrou que, ao deixar os tecidos no andar superior, o prédio começou a desmoronar e, com agilidade, conseguiu escapar. “Se não tivesse agido rápido, poderia ter sido fatal”, contou ele em entrevista à TV Globo.
O governo do estado informou que cerca de 20 pessoas ficaram retidas em uma parte do prédio que não foi afetada pelo colapso. A capitã Karol Magalhães, dos Bombeiros, destacou que a prioridade da equipe foi resgatar as vítimas e, posteriormente, verificar a regularidade do imóvel quanto ao Auto de Vistoria do Corpo de Bombeiros (AVCB).
Os socorristas utilizaram um método chamado START, que é um protocolo de triagem em situações de emergência. Esse método permite classificar as vítimas por cores, de acordo com a gravidade dos ferimentos, garantindo que aqueles com mais chances de sobrevivência sejam atendidos primeiro.
Neste momento, a Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) está bloqueando ruas na região para facilitar o trabalho das equipes de resgate e garantir a segurança dos transeuntes. A situação no Brás é um lembrete da importância da segurança em edificações e da prontidão dos serviços de emergência em situações críticas.
Crédito da imagem: Câmera registra desabamento no Brás


