sexta-feira, 30/10/2026

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Reservatório Cantareira alcança 50% de volume após mais de um ano de estiagem

Na última quinta-feira (29), o Sistema Cantareira, que é crucial para o abastecimento de água na Grande São Paulo, alcançou um marco significativo: o volume útil ultrapassou os 50%, atingindo 50,10%. Essa é a…

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Na última quinta-feira (29), o Sistema Cantareira, que é crucial para o abastecimento de água na Grande São Paulo, alcançou um marco significativo: o volume útil ultrapassou os 50%, atingindo 50,10%. Essa é a primeira vez em mais de um ano e quatro meses que o sistema se encontra acima desse patamar, já que havia registrado 50% no dia 17 de junho de 2025. Já nesta sexta-feira (30), o nível subiu um pouco mais, alcançando 50,77%.

Os dados da Sabesp revelam que o Cantareira havia caído para menos de 50% em 18 de junho de 2025, quando marcou 49,8%. Apesar da melhora, o nível ainda não é considerado ideal pela Agência Nacional de Águas (ANA), que classifica como normal volumes iguais ou superiores a 60%. Com 50,77%, o sistema ainda se encontra na faixa de atenção, que vai de 40% a 60%.

O Sistema Cantareira é composto por seis represas principais, localizadas em áreas como o Vale do Paraíba e região bragantina: Jaguari, Jacareí, Atibainha, Cachoeira, Paiva Castro e Águas Claras. Este ano, o manancial enfrentou sérios desafios, chegando a um alarmante 19,3% de volume útil em 14 de janeiro, o que o enquadrou na faixa especial de operação, para níveis abaixo de 20%. Porém, em meados de outubro, houve uma recuperação, e no dia 14 o volume já estava em 44,3%, o melhor nível em 15 meses.

A classificação do volume útil é feita em cinco faixas pela Agência Nacional de Águas, que determina as condições de armazenamento do sistema. A primeira faixa, considerada normal, é para volumes iguais ou superiores a 60%, enquanto a faixa de atenção abrange volumes entre 40% e 60%.

Essa recuperação do Cantareira é atribuída a um setembro chuvoso, em que o volume acumulado de chuvas no sistema foi de 192,8 milímetros. A cidade de São Paulo registrou, no mesmo mês, 253,8 milímetros, tornando setembro o mais chuvoso da história desde 1943, segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet). Este ano, os primeiros 14 dias de setembro já superaram o recorde de 1983, e a atual sequência de dias com chuva chega a seis, embora a maior da história seja de 15 dias, registrada em 1970.

Embora o Cantareira tenha mostrado sinais de recuperação, ainda há um desafio a ser enfrentado na distribuição de água em São Paulo, que continua a enfrentar dificuldades. Para reforçar o sistema, a Sabesp ampliou a captação de água no Rio Paraíba do Sul, buscando garantir o abastecimento à população.

Crédito da imagem: Nível do Sistema Cantareira, na Grande SP