Na última semana, o Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) decidiu manter a absolvição de 14 policiais militares da Rota, implicados na morte de dois suspeitos em 2015. A decisão foi uma resposta ao pedido do Ministério Público (MP), que buscava anular o julgamento anterior e reabrir o caso. O TJ, no entanto, sustentou a inocência dos PMs em relação aos homicídios dolosos.
O caso remonta a um episódio violento em 2015, quando Hebert Lúcio Rodrigues Pessoa e Weberson dos Santos Oliveira foram mortos. O MP acusou os policiais de terem simulado um confronto, alegando que eles “plantaram” armas nas vítimas para justificar a ação. Os PMs, por sua vez, sempre defenderam sua inocência, alegando que agiram em legítima defesa durante uma suposta troca de tiros. Todos os réus responderam ao processo em liberdade, e alguns já estavam aposentados.
Os advogados de defesa, Mauro Ribas e Renato Soares do Nascimento, mantêm a posição de que os policiais são inocentes e que as vítimas estavam envolvidas com atividades criminosas. “Eles agiram em legítima defesa”, defendeu Ribas, enquanto Nascimento reforçou que as vítimas estavam armadas e dispararam contra a polícia.
A versão dos PMs relata que os dois homens, junto a um terceiro comparsa, foram perseguidos após um suposto roubo. Ao serem abordados, teriam disparado contra as viaturas, levando os policiais a reagir. Vale lembrar que, durante a investigação, os agentes chegaram a ser detidos, mas foram liberados e, posteriormente, reintegrados ao serviço.
O caso continua a gerar controvérsias e discussões sobre a atuação da polícia nas ruas, especialmente em um contexto de violência e insegurança que afeta a população. A Corregedoria da PM está atenta ao desdobramento desse processo, que poderá impactar a carreira dos envolvidos, caso sejam condenados.


